segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Pão Diário - 20/10/2014 - Um amigo genuíno

Um amigo genuíno

No livro Shane, se forma uma amizade entre Joe Starrett, um fazendeiro na fronteira americana, e Shane, um homem misterioso que faz uma pausa para descansar na casa de Starrett. Primeiro os homens criaram um vínculo conforme trabalhavam juntos para remover um enorme tronco de árvore do terreno de Joe. O relacionamento se aprofunda quando Joe resgata Shane de uma luta e este ajuda Joe a reparar e proteger a fazenda. Os homens compartilhavam um senso de respeito mútuo e lealdade que reflete o que as Escrituras dizem: “Melhor é serem dois do que um […]. Porque se caírem, um levanta o companheiro…” (Eclesiastes 4:9,10).
Jônatas e Davi foram também modelos desse princípio. As circunstâncias testaram sua amizade quando Davi suspeitou que o rei Saul o queria morto. Jônatas duvidou, mas Davi sabia que era verdade (1 Samuel 20:2,3). Em dado momento, decidiram que Davi se esconderia num campo enquanto Jônatas questionaria seu pai sobre o assunto. Quando o intento mortal de Saul ficou claro, os amigos choraram juntos e Jônatas abençoou Davi enquanto ele fugia (v.42).3
—JBS
Examine: Melhor é serem dois do que um… —Eclesiastes 4:9
Considere: Você tem em Jesus um amigo genuíno, se já aceitou a Sua oferta de salvação — um amigo que é sempre leal; que o ergue quando você tropeça. Ele lhe demonstrou o maior amor que um amigo pode ter por outro — amor que o levou a sacrificar Sua vida por você (João 15:13).

Devocional - 20/10/2014 - Vendo em meio às trevas


Vendo em meio às trevas

Fiel (confiável, digno e, portanto, verdadeiro em sua promessa, e podeis confiar nele) é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor.
1 CORÍNTIOS 1.9


Há momentos em que você simplesmente não consegue enxergar através das trevas que parecem estar rodeando sua vida. Em momentos assim, de perseverança e paciência, é que sua fé é ampliada e você aprende a confiar em Deus mesmo quando não pode ouvir Sua voz.
Você pode crescer em seu nível de confiança até o ponto em que “conhecer” é melhor do que “ouvir”. Você pode não saber o que fazer, mas é suficiente conhecer Aquele que sabe o que fazer. Todos gostam de ter uma direção específica, contudo, quando você não a tiver, o fato de saber que Deus é fiel e verdadeiro em sua Palavra e lembrar-se de que Ele prometeu estar com você sempre é reconfortante e o mantém estável até que chegue o tempo de Deus para resolver aquela situação.


Por Joyce Meyar

Família, lugar de amizade



O livro de Provérbios enaltece a verdadeira amizade, quando diz: “Em todo o tempo ama o amigo, e na angústia se faz o irmão” (Pv 17.17). Os nossos melhores amigos devem estar dentro da nossa casa. Nossos amigos mais achegados devem sempre ser os membros da nossa própria família. Infelizmente, escasseiam-se os exemplos nobres da verdadeira amizade. Nem todas as pessoas que desfrutam da nossa amizade são nossos amigos verdadeiros. A palavra de Deus fala de Jonadabe, sobrinho de Davi, que deu um perverso conselho para Amnon, filho mais velho de Davi. A influência perversa de Jonadabe trouxe grandes tragédias para a família de Davi. Há amigos nocivos que são agentes de morte, e não embaixadores da vida. Há amigos utilitaristas que só se aproximam de você para conseguir algum proveito pessoal. Há amigos de boteco que apenas alugam seus ouvidos para conversas tolas e indecorosas. O verdadeiro amigo é aquele que está ao seu lado na hora mais escura da sua vida. É aquele que chega quando todos já se foram. O amigo ama sempre e na desventura é que se faz o irmão.

A família é esse canteiro divino onde devemos cultivar a amizade verdadeira. Um dos exemplos clássicos dessa amizade é a devoção de Rute à sua sogra Noemi. Muito embora Rute fosse moabita e Noemi uma viúva pobre, estrangeira e idosa, Rute apega-se a ela e torna-se melhor do que dez filhos para ela. Rute e Noemi, ambas viúvas, emergem das brumas do desalento e fortalecidas pela amizade e sustentadas pela divina providência, fazem uma jornada pontilhada de vitórias esplêndidas, pois Rute tornou-se avó do rei Davi e ancestral do Messias.

A família precisa ser lugar de encorajamento para os fracos e ânimo para os abatidos. A família é o hospital de recuperação para os doentes e o campo de treinamento para os grandes embates da vida. Na família somos aceitos não por causa de nossas virtudes, mas apesar de nossos fracassos. É no recôndito do lar que nosso caráter é forjado, nossa personalidade é firmada e nosso temperamento é provado. Na arena da família, quando caímos, somos levantados. Quando ficamos tristes, somos consolados. Quando erramos, somos perdoados. A família é lugar de aceitação, perdão e cura. É no recôndito sagrado da família que temos os nossos mais sinceros amigos, aqueles que estarão ao nosso lado, mesmo quando todos nos abandonarem e iluminarão nosso caminho mesmo nas noites mais escuras da alma.

A vida seria cinzenta sem verdadeiras amizades. Não fomos criados para a solidão. Deus nos fez à sua imagem e semelhança e ele é plenamente feliz na plena comunhão que sempre existiu entre as três pessoas da Trindade. Por termos as digitais do criador estampadas em nossa vida, a solidão nos é estranha e amarga. Nascemos dentro de uma família e Deus nos ordena a constituirmos uma família. É na família que usufruímos o pleno significado da existência. É na família que crescemos e nos multiplicamos. É na família que cumprirmos o nosso mandato cultural. É na família que aprendemos a dar e a receber. É na família que aprendemos a respeitar e a perdoar uns aos outros. É na família que aprendemos a suportar uns aos outros em amor. É na família que cultivamos a verdadeira amizade.

Nem sempre, porém, a amizade trescala seu embriagador perfume na família. Às vezes, há hostilidades e mágoas; outras vezes, há ódio e indiferença. Há muitas famílias, onde as pessoas têm o mesmo sobrenome e moram debaixo do mesmo teto, mas não se amam nem se respeitam. Vivem sem o óleo da alegria e sem o bálsamo da paz. É hora de cultivarmos amizades sinceras e desfrutarmos da amizades leais. É hora de imitarmos a Cristo, nosso supremo modelo. Dele são as palavras: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (Jo 15.13).


Por Rev. Hernandes Dias Lopes

domingo, 19 de outubro de 2014

PÃO DIÁRIO - 19/10/2014 - Espiar ou buscar

Espiar ou buscar


Quando nossa filha ainda era muito pequena para andar ou engatinhar, ela criou uma forma de se esconder das pessoas quando queria ser deixada em paz ou queria as coisas do jeito dela. Ela simplesmente fechava seus olhos. O raciocínio de Catarina era que se ela não pudesse ver ninguém, ninguém podia vê-la. Minha filha utilizava esta tática em seu assento no carro quando alguém novo tentava dizer oi; utilizava em seu cadeirão quando não gostava da comida; utilizava inclusive quando avisávamos que era hora de dormir.

Jonas tinha uma estratégia mais adulta para esconder-se, mas não era mais eficaz do que a estratégia de nossa filha. Quando Deus lhe pediu que fizesse algo que não queria fazer, ele correu em direção oposta. Mas descobriu rapidamente que não havia lugar onde Deus não pudesse encontrá-lo. Na verdade, as Escrituras estão cheias de histórias de Deus encontrando pessoas quando elas não necessariamente queriam ser encontradas (Êxodo 2:11–3:6; 1 Reis 19:1-7; Atos 9:1-19).

Talvez você tente se esconder de Deus ou talvez até pense que Ele não o enxerga. Por favor, saiba disso: Se Deus vê e ouve a oração de um profeta rebelde na barriga de um grande peixe, então Ele o vê e ouve onde você estiver, seja lá o que tiver feito. Mas isso não é razão para temer. É na verdade um grande consolo. Ele está sempre ao seu lado e se importa!

—RKK

Leia: Jonas 1:1–2:2

Examine: …Na minha angústia, clamei ao Senhor, e ele me respondeu… — Jonas 2:2

Considere: Não precisamos temer os problemas ao redor, desde que os olhos do Senhor estejam sobre nós.

Devocional - 19/10/2014 - Vá até o fim

Vá até o fim


Desembaraçando-nos de (despojando-nos e deixando de lado) todo peso (desnecessário; ou dificuldades) e do pecado que tenazmente (hábil e astutamente) nos assedia (e embaraça), corramos, com perseverança (paciência, firmeza e persistência ativa), a carreira que nos está proposta (colocada diante de cada um de nós). HEBREUS 12.1

Quando você começa sua jornada rumo à plenitude com Deus, geralmente sua vida está toda embaraçada. À medida que você permite que Deus aja, Ele começa a endireitar sua vida ao desatar um nó de cada vez. Você é tentado a fugir de seus problemas, mas Deus diz que você deve enfrentá-los. A boa nova é que Jesus prometeu que você nunca terá de enfrentá-los sozinho. Ele sempre estará ali para ajudá-lo em cada situação. Ele disse: “Eu sou o caminho, siga-me”. 
Quando você decide seguir a Jesus, logo descobre que Ele nunca recuou por causa do medo. O Senhor sempre segue em frente até a linha de chegada.



Por Joyce Meyer

Fome de Deus


John Piper definiu jejum como fome de Deus. Nossa maior necessidade não são das bênçãos de Deus, mas do Deus das bênçãos. Nossa alma tem fome e sede de Deus. Deus colocou a eternidade em nosso coração. Só o Deus eterno pode dar pleno significado à nossa vida e satisfazer a nossa alma. Ambos, comer e jejuar devem ser feitos para a glória de Deus (1 Co 10:31). O comer lembra-nos os dons de Deus, o jejuar lembra-nos o Deus doador. Jejum é privar-nos do pão da terra, para alimentar-nos com o pão do céu. Quando nós comemos, nós testamos o emblema do alimento celestial, o Pão da Vida. E quando nós jejuamos, nós dizemos, “Eu amo a realidade acima do emblema.”

O maior inimigo da fome de Deus não é veneno, mas uma torta de maça. Muitas vezes, o que nos priva da fome de Deus não é o veneno do mal, mas os simples prazeres da terra (Lc 8:14; Mc 4:19). “Os prazeres desta vida” e “os desejos por outras coisas” – não são necessariamente coisas más em si mesmas. Não são vícios. São dons de Deus. Essas coisas podem ser a nossa refeição básica, leitura, viagens, negócios, televisão, Internet, compras, exercícios, esportes, e casamento. Todas essas coisas boas em si mesmas podem ser mortais substitutos de Deus para a nossa alma. Coisas boas podem fazer grandes estragos em nossa vida espiritual. Bois, campos e casamento podem manter você fora do Reino dos céus (Lc 14:17-20). Nada deve se interpor no caminho do verdadeiro discipulado, nem coisas más, nem coisas boas, nem alimento, nem qualquer outra coisa.

Nosso amor por Deus é provado não apenas por palavras, mas sobretudo, pelo sacrifício. Realmente temos fome por Deus? Sentimos saudade de Deus? Ou temos começado a estar contentes apenas com os seus dons? Richard Foster diz que mais do que qualquer outra disciplina, o jejum revela as coisas que nos controlam. O jejum revela a medida do domínio do alimento, da televisão, do computador, ou qualquer outra coisa sobre nós, que sempre e sempre está aplacando a nossa fome de Deus.

Quanto mais profundamente nós andamos com Cristo, mais fome de Cristo nós sentimos, mais saudade do céu nós sentimos, mais desejo da plenitude de Deus nós temos. Quanto mais jejuamos, mais sentimos o sabor do pão céu, mais desejamos o domínio do céu sobre a nossa vida na terra, mais desejamos que o Reino de Deus seja estabelecido em nosso coração. Se nós não estamos sentindo intenso desejo da manifestação da glória de Deus em nossa vida, não é porque nós já temos bebido o suficiente das fontes de Deus, mas porque estamos nos alimentando apenas das mesas do mundo. É tempo de jejuar! O jejum é o maná do céu para a nossa alma. Através dele humilhamo-nos diante do trono do Deus vivo. Através dele voltamo-nos de coração para o Senhor. Através dele somos fortalecidos com poder. Através dele podemos ver a restauração e o despertamento da nossa igreja. Através dele participamos dos banquetes de Deus e saboreamos as doces iguarias do céu!



Rev. Hernandes Dias Lopes.

sábado, 18 de outubro de 2014

PÃO DIÁRIO - 18/10/2014 - Desvios misteriosos

Desvios misteriosos

Antes que minha esposa e eu embarcássemos em uma viagem de 640 km de estrada, programei o GPS com destino à casa da minha filha em outro estado. Conforme cruzávamos por um estado, o GPS nos instruiu a sair da interestadual, o que nos levou a um desvio por uma cidade aleatória. Quando o GPS nos redirecionou à interestadual, fiquei aturdido com este misterioso desvio. Por que fomos conduzidos para fora de uma rodovia perfeitamente boa?

Nunca saberei a resposta. Continuamos em nosso caminho e confiamos que o GPS nos levaria até o destino e em seguida, de volta para casa.


Isso me fez pensar sobre os desvios na vida. Pode parecer que estamos viajando por um caminho plano. E então por alguma razão, Deus nos redireciona a uma área desconhecida. Talvez seja uma doença, ou uma crise no trabalho ou escola, ou uma tragédia inesperada ocorre. Não entendemos o que Deus está fazendo.


Abraão enfrentou um desvio misterioso quando Deus lhe disse: “…Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai…” (Gênesis 12:1). Certamente Abraão deve ter se perguntado por que Deus o estava guiando ao deserto do Neguebe. Mas ele confiou em Deus e em Seus bons propósitos.


Um GPS pode errar, mas podemos confiar em nosso Deus infalível (Salmo 22:4). Ele nos guiará em todos os desvios misteriosos e nos direcionará para onde Ele quer que vamos.


—JDB


Leia: Gênesis 12:1-10; 13:1 


Examine: Nossos pais confiaram em ti; confiaram, e os livraste. —Salmo 22:4


Considere: Não precisamos enxergar o caminho quando estamos perto daquele que o vê.

Devocional - 18/10/2014 - Tempos difíceis


Tempos difíceis

Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis [perigosos, de grande estresse e problemas, difíceis de lidar e de suportar], pois os homens serão egoístas (completamente egocêntricos), avarentos (amantes do dinheiro, incitados por um ávido desejo por riquezas), jactanciosos, arrogantes, blasfemadores (zombadores), desobedientes aos pais, ingratos,
irreverentes (profanos). 2 TIMÓTEO 3.1-2

Exatamente como Paulo predisse muito tempo atrás, estes são tempos difíceis. Está surgindo uma nova geração de pessoas, que não recebe ensinamentos sobre Deus na escola, nem sobre oração em casa. Essa geração tem visto alguns tristes exemplos de líderes espirituais que caíram por não terem uma base sólida, e assim é fácil concluir que “a religião” é um monte de bobagens.
 Como cristão, você deve se esforçar para ser diferente do mundo – ser um bom exemplo. Caminhe em amor, seja íntegro em sua conduta. As pessoas o estão observando. Mostre-lhes que Cristo vive em você.



Por Joyce Meyer

Voto responsável: o exercício da cidadania



Somos herdeiros de uma cultura extrativista. Nossos colonizadores vieram para o Brasil com a intenção de explorar as riquezas desta terra e não de construir aqui uma Pátria. Rui Barbosa, o grande tribuno brasileiro, alertou para o perigo das ratazanas que mordem sem piedade o erário público, perdendo a capacidade de se envergonhar com isso. Muitos políticos capitulam-se a esquemas de corrupção e enriquecimento ilícito, assaltando os cofres públicos e deixando um rombo criminoso nas verbas destinadas a atender as urgentes necessidades sociais. As campanhas milionárias já acenam e pavimentam o caminho da corrupção. A consequência inevitável desta sombria realidade é a profunda decepção com a maioria dos políticos que faz promessas demagogas em tempos de campanha, mas se esquece do povo ao longo de seus mandatos.

O resultado da corrupção e da administração pública perdulária é que apesar de sermos a sétima economia do mundo, temos um povo sofrido, com quarenta milhões de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza. Temos no Brasil uma das mais injustas e perversas distribuições de renda do planeta ao mesmo tempo que temos uma das mais altas cargas tributárias do mundo. O nosso problema não é falta de riqueza, mas falta de justiça. A igualdade dos direitos está apenas no papel da nossa lei magna, mas não na prática dessa lei.

Está chegando a hora de exercemos o nosso sagrado direito de escolher os nossos representantes. Votar é delegar a alguém o direito legítimo de nos representar. Mas, como escolher com responsabilidade? Qual é o perfil de um candidato digno do nosso voto?

Em primeiro lugar, é alguém que tem vocação política. O reformador João Calvino disse que “não se deve pôr em dúvida que o poder civil é uma vocação, não somente santa e legítima diante de Deus, mas também mui sacrossanta e honrosa entre todas as vocações”. A Bíblia diz que a autoridade constituída procede de Deus e é ministro de Deus para promover o bem e coibir o mal. Nenhum candidato deveria merecer o nosso voto sem que primeiro apresente evidências da sua vocação política.

Em segundo lugar, é alguém que tem preparo intelectual e sabedoria. Um candidato digno do nosso voto precisa ser preparado intelectualmente. Precisa ter independência para pensar, avaliar e decidir. Precisa conhecer as leis, os trâmites, os meandros do poder, as potencialidades da nação, as necessidades do povo, as prioridades sociais. Um político preparado não pode ser um refém nas mãos dos espertalhões. Não basta, entretanto, ter apenas conhecimento, é preciso também ter sabedoria. Sabedoria é usar o conhecimento para o bem e não para o mal. Sabedoria é tomar decisões compatíveis com os princípios e os valores absolutos estabelecidos pelo próprio Deus em favor do povo.

Em terceiro lugar, é alguém que tem um caráter incorruptível. Temos assistido, com espanto, o naufrágio moral de muitos caciques da política brasileira. Não poucos sucumbem diante do suborno e vendem sua consciência e a própria honra da nação. Há aqueles que são verdadeiros dráculas, deixando a nação anêmica, empanturrando-se do sangue daqueles que lutam bravamente para sobreviver. Se quisermos conhecer um bom político, precisamos examinar o seu passado. O político digno do nosso voto é aquele que ama mais o povo do que a si mesmo, que pensa mais no bem do povo do que no seu próprio bem-estar. É alguém movido pelo combustível do idealismo e do altruísmo e não pelo veneno da ganância insaciável.

Em quarto lugar, é alguém capaz de vislumbrar soluções para problemas aparentemente insolúveis. O verdadeiro político é uma pessoa de visão. Enxerga os vastos horizontes por sobre os ombros dos gigantes. Discerne o seu tempo, vislumbra o futuro e o traz para o presente, deixando sua marca na história. Constrói pontes para o futuro e antecipa soluções. O líder é alguém que abre caminhos para a solução de problemas aparentemente insolúveis. Nestas próximas eleições precisamos adotar três atitudes. Primeiro, devemos escolher os nossos representantes pela têmpera de seu caráter, pela história de sua vida e de suas lutas e não pela demagogia de suas promessas. Segundo, devemos fiscalizar os atos daqueles que foram eleitos. Terceiro, devemos orar a Deus pelos eleitos para que sejam íntegros e fiéis no exercício do seu mandato.



Por Rev. Hernandes Dias Lpoes

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

PÃO DIÁRIO - 17/10/2014 - De cabeça para baixo

De cabeça para baixo


Na Índia eu cultuei a Deus entre pacientes leprosos. A maioria dos avanços da medicina no tratamento da lepra surgiu como resultado de médicos missionários que se dispuseram a viver entre os pacientes e a arriscar-se à exposição à pavorosa doença. Como resultado, desenvolvem-se igrejas na maioria dos grandes centros de lepra. Em Mianmar visitei casas para órfãos aidéticos onde voluntários cristãos tentam substituir a afeição dos pais que a doença já roubou. No Chile e no Peru, visitei os cultos mais avivados no interior de uma penitenciária federal. Entre os simples, os desprezíveis, os oprimidos — os rejeitados deste mundo — o reino de Deus cria raízes.

Levar a sério algo designado por Deus significa que precisamos aprender a olhar para o mundo de cabeça para baixo, como Jesus fez. Em vez de buscar pessoas com recursos que possam nos fazer favores, procuramos pessoas com poucos recursos. Em vez dos fortes, encontramos os fracos; em vez do saudável, o doente. Em vez do espiritual, o pecador. Não é assim que Deus reconcilia o mundo consigo? “…Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes […] pois não vim chamar justos, e sim pecadores” (Mateus 9:12,13).


Para ganhar uma nova perspectiva, olhe para o mundo de cabeça para baixo, como Jesus o fez.


—PDY


Leia: Mateus 8:1-4; 9:9-12 


Examine:  …Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. — Mateus 9:12


Considere: Você vê um mundo carente por intermédio dos olhos de Jesus?

Devocional - 17/10/2014 - Por que se preocupar?

Por que se preocupar?


 Deixa a ira, abandona o furor; não te impacientes;
certamente, isso acabará mal. SALMOS 37.8

A ansiedade e a preocupação são ataques na mente que pretendem impedi-lo de servir a Deus. O inimigo usa essas armas para roubar sua fé de forma que você não possa viver em vitória. Muitas pessoas são preocupadas, mas nem mesmo percebem isso. Elas podem dar qualquer nome a esse sentimento, mas ainda estão preocupadas. Além da Palavra de Deus nos dizer “Não temas”, outras passagens alertam: “Não andeis ansiosos” (Mateus 6.25 e Filipenses 4.6); “Lançando sobre ele toda vossa nsiedade”. (1 Pedro 5.7.) Mateus 10.27 diz: “Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida”? O ponto óbvio é que a preocupação é inútil, pois não produz qualquer coisa boa. Sendo assim, por que se preocupar e ficar ansioso?


Por Joyce Meyer

Daniel, um homem público incorruptível



Deus tem usado homens incorruptíveis no meio de uma geração decadente para firmar os valores absolutos do seu reino. Um exemplo clássico é Daniel, um homem que viveu há 2.600 anos, mas cujo testemunho reverbera ainda hoje.

 Quem foi Daniel?

1. Um homem capaz de vencer os traumas do passado sem azedar o coração (Dn 1.1-6).
 Daniel foi arrancado da sua Pátria, da sua família ainda adolescente e levado cativo para a Babilônia. Ele perdeu sua nacionalidade, sua liberdade, seu nome e sua identidade, mas resolveu ser um influenciador em vez de sucumbir às circunstâncias adversas. O que na verdade mais importa não é o que as pessoas nos fazem, mas o que fazemos com o que elas nos fazem.

2. Um homem governado por um espírito excelente (Dn 6.4). Daniel não era apenas um homem culto, mas também um homem sábio. Ele olhava para a vida na perspectiva de Deus e buscava em tudo a direção divina. Ele viveu com discernimento em seu tempo e trouxe soluções divinas para os mais intrincados problemas do seu povo. Ele viveu acima do seu tempo.

3. Um homem íntegro cercado por um forte esquema de corrupção (Dn 6.5). 
Daniel estava cercado por uma horda de homens inescrupulosos, que encastelados no poder, buscavam seus próprios interesses e não os do povo. Os políticos haviam se corrompido de forma alarmante e viviam como ratazanas e sanguessugas, que se alimentavam do sangue da nação. A honestidade de Daniel incomodou os políticos corruptos e eles vasculharam sua vida privada e pública, para só descobrirem que ele era um homem impoluto e sem jaça.

4. Um homem piedoso cercado por uma geração perversa (Dn 6.10). 
Daniel era um político culto, ético e crente. Ele era um homem de oração. Sua religiosidade não era apenas de conveniência. Sua conduta privada e pública testificava sua integridade religiosa. Daniel manteve sua vida de oração, mesmo sabendo que seus inimigos haviam tramado contra ele para o matar. Homens honestos e piedosos incomodam o sistema. Mas, os políticos comprometidos com Deus e com as causas do povo não se intimidam com as ameaças de seus inimigos. Para estes, o ideal é maior do que a própria vida e por isso estão prontos a dar a vida pelo ideal.

5. Um homem duramente perseguido por causa de sua honestidade (Dn 6.4,7). 
Num contexto cercado por esquemas de corrupção, o homem público honesto será sempre perseguido. Com Daniel não foi diferente. Já que nada descobriam em sua vida para incrimina-lo, tentaram afastá-lo do caminho. O que é triste é perceber com isto a inversão dos valores: um homem ser perseguido por ser honesto, verdadeiro, defensor do erário público e lutar pelas causas justas.

6. Um homem protegido do ardiloso esquema dos homens maus (Dn 6.22). 
Daniel cuidou de sua piedade e Deus cuidou da sua reputação. Deus não apenas defendeu Daniel, mas, também o honrou. Ele foi jogado na cova dos leões, mas Deus o tirou da cova da morte e o alçou ao ponto culminante da honra. Os inimigos que urdiram e tramaram contra Daniel foram destruídos. A história deles foi manchada pela vergonha e pelo opróbrio, enquanto o testemunho de Daniel percorre o mundo.

7. Um homem abençoador e não vingativo (Dn 6.20,21).
Daniel não era um político que destilava o veneno do ódio contra seus inimigos. Ele não vinga de seus inimigos nem pede vingança para eles. Da sua boca saem apenas palavras abençoadoras.

8. Um homem cuja influência foi conhecida em toda a terra (Dn 6.25-27). 
Daniel honrou a Deus e foi honrado por ele. Deus foi exaltado entre as nações pelo testemunho de Daniel. Deus é exaltado entre as nações quando os seus filhos permanecem fiéis no campo minado da sedução ou da perseguição. A Babilônia, com sua magnificente grandeza caiu, mas, Daniel permaneceu de pé.
 Daniel foi maior do que o próprio império babilônico. Que Deus nos dê homens públicos desse jaez!



Por Rev. Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

PÃO DIÁRIO - 16/10/2014 - Um eterno olá


Um eterno olá

Após uma semana de férias com sua filha e Otávio, o neto de quatro meses, Kátia teve de se despedir até que pudesse vê-los novamente. Ela me escreveu: “Doces reencontros como este que tivemos fazem meu coração ansiar pelo céu. Lá não teremos que tentar capturar memórias em nossa mente. Não teremos que orar para que o tempo passe lentamente e os dias durem mais. Lá, nosso oi nunca se transformará em adeus. O céu será um “eterno olá”, e eu não vejo a hora que chegue.” Como avó de primeira viagem, ela quer estar com seu neto Otávio o máximo possível! Ela fica grata por qualquer momento que possa estar com ele e pela esperança do céu — onde os momentos maravilhosos nunca acabarão.

Nossos dias bons realmente parecem muito curtos e nossos dias difíceis longos demais. Mas ambos os tipos de dias nos fazem ansiar pelos dias ainda melhores que estão por vir. O apóstolo Paulo afirmou que ele e os coríntios ansiavam estar “…revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida” (2 Coríntios 5:4). Ainda que o Senhor esteja conosco nesta vida, não podemos vê-lo face a face. Agora vivemos por fé, não por vista (v.7).

Deus nos criou exatamente para o propósito de estar sempre próximos a Ele (v.5). O céu será um eterno olá.

—AMC

Leia: 2 Coríntios 4:16–5:8 

Examine: …foi o próprio Deus quem nos preparou para isto, outorgando-nos o penhor do Espírito. —2 Coríntios 5:5

Considere: Agora vemos Jesus na Bíblia, mas o veremos face a face.

Devocional - 16/10/2014 - Orando a vontade de Deus



Orando a vontade de Deus

Se me pedirdes alguma coisa em meu nome [ao apresentar tudo que Eu Sou], eu o farei [Eu o concederei, Eu mesmo o farei por você]. JOÃO 14.14

Alguns cristãos lêem essa passagem e a utilizam fora do contexto. Não seria maravilhoso se isso lhe desse permissão para obter tudo o que você quisesse? Mas o nome de Jesus não é simplesmente uma palavra mágica, adicionada no final da sua lista de pedidos. Você deve perceber que todas as orações eficazes envolvem orar a vontade de Deus, e não a vontade do homem. Há muitas coisas na Palavra que claramente revelam a vontade de Deus, e essas coisas você pode certamente pedir com ousadia, sem qualquer hesitação ou dúvida se irá obtê-las ou não. Contudo, há muitas outras situações sobre as quais é preciso orar sem saber a princípio a exata vontade de Deus.
Em tais casos, você deve orar para que seja feita a vontade perfeita do Senhor, e não sua própria vontade.


Por Joyce Meyer

Providência carrancuda, face sorridente


A frase em epígrafe é de William Cowper, compositor inglês, que enfrentou severas crises de depressão. Muitas vezes chegou a ponto de atentar contra sua própria vida, em virtude da doença. Mesmo nesse vale sombrio, escreveu hinos traduzidos e cantados no mundo inteiro. Uma de suas expressões mais eloquentes, que tem confortado milhões de pessoas é esta: “Por trás de toda providência carrancuda, esconde-se uma face sorridente”.

Muitas vezes, as circunstâncias são pardacentas, sombrias e amargas. Perdas financeiras, luto na família, enfermidade crônica, casamento abalado, amizades rompidas. Muitas vezes, o mar da vida se revolta e parece impossível navegá-lo. Há momentos em que somos assolados por pressões externas e temores internos. Somos ameaçados por laços de morte e atormentados com angústias do inferno. Porém, mesmo que essas circunstâncias sejam carrancudas, esconde-se atrás delas a face sorridente de Deus. O fato de estarmos no miolo da tempestade não significa que Deus está indiferente à nossa dor. O fato de não vermos nem sentirmos a presença de Deus não significa que ele está ausente. O fato de vermos as circunstâncias se agravando contra nós, não significa que Deus está inativo. Na verdade, nessas horas mais sombrias, Deus está trabalhando em nosso favor, transformando vales em mananciais, choro em alegria, noites escuras em manhãs iluminadas. Mesmo que você não veja nem sinta, Deus está no controle e está trabalhando para o seu bem.

Nessa mesma linha de pensamento, o apóstolo Paulo escreveu: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8.28). Paulo não trata aqui de uma especulação, mas de uma convicção. Não usa a linguagem da conjectura hipotética, mas da certeza experimental. Nós, de igual forma, sabemos que todas as coisas e não apenas algumas delas cooperam para o nosso bem. Isso não significa que todas as coisas que acontecem conosco são coisas boas. O próprio Paulo foi perseguido em Damasco, rejeitado em Jerusalém, apedrejado em Listra, açoitado em Filipos, escorraçado de Tessalônica, chamado de tagarela em Atenas e de impostor em Corinto. Paulo enfrentou naufrágios, recebeu cento e noventa e cinco açoites dos judeus, foi fustigado com varas e preso em Jerusalém, Cesaréia e Roma. Mas, diante dessas turbulências todas, escreveu: “Quero ainda, irmãos, cientificar-vos de que as coisas que me aconteceram têm antes contribuído para o progresso do evangelho” (Fp 1.12).

Às vezes, nós olhamos para a nossa vida pelo avesso. Parece que nada faz sentido. Tudo está de ponta-cabeça. Nessas horas, porém, Deus está trabalhando como um tapeceiro, coordenando todas as essas circunstâncias adversas, a fim de que tudo contribua para o nosso bem. Não somos governados pelo acaso nem pelo determinismo. Não somos regidos pela sorte nem pelo azar. Deus dirige o nosso destino. As rédeas da nossa vida estão nas mãos daquele que está assentado na sala de comando do universo. Ele trabalha para aqueles que nele esperam. O fim dessa jornada não é o fracasso, mas a glória. Não marchamos rumo a um ocaso sombrio; caminhamos para o alvorecer de uma eternidade gloriosa. Receberemos um corpo imortal, incorruptível, poderoso e glorioso. Tomaremos posse da nossa herança imarcescível e reinaremos com Cristo. Nada nem ninguém, neste mundo nem no porvir, poderá nos separar desse amor. Agora, pode existir pranto e dor, mas, depois, haverá consolo e alegria indizível. Hoje, choramos e gememos, mas, depois, Deus enxugará dos nossos olhos toda a lágrima. Agora, a providência é carrancuda, mas, depois, veremos, para todo o sempre, a face sorridente de Deus!



Por Rev. Hernandes Dias Lopes