sexta-feira, 6 de março de 2015

VERSÍCULO DO DIA

VERSÍCULO DO DIA

Como hordas de salteadores que espreitam alguém, assim é a companhia dos sacerdotes que matam no caminho para Siquém; sim, eles têm praticado abominações.
(Oséias 6:9 )

PÃO DIÁRIO - 06/03/2015 - Eles estão observando


Eles estão observando

…não difamem a ninguém; nem sejam altercadores, mas cordatos, dando provas de toda cortesia, para com todos os homens. — Tito 3:2


Faz muitas décadas que um acontecimento no Ensino Médio me afligiu. Para mim, era extremamente importante praticar esportes. Meu objetivo era o basquetebol e passei centenas de horas praticando minha jogada. Então, quando não consegui ser escalado para jogar pelo colégio em meu último ano, depois de estar nele desde o Ensino Fundamental, me senti desapontado.

Decepcionado e confuso, segui em frente. Tornei-me o responsável pelas estatísticas da equipe, assistindo aos jogos e mantendo um registro dos rebotes e lances dos meus amigos quando eles participavam de um jogo do campeonato estadual e eu não. Para ser honesto, nunca pensei em como eles viam minha reação. De alguma maneira, eu superei. Por isso, fiquei surpreso ao ouvir, recentemente, que vários de meus colegas de classe disseram a meu irmão que viram em minha reação uma lição de cristianismo — uma figura de Cristo. Meu objetivo não é dizer a você para agir como eu, porque não estou certo do que fiz. Meu objetivo é dizer-lhe que, quer saibamos, quer não, as pessoas estão nos observando.

No livro de Tito 3:1-8, Paulo explica a vida para a qual Deus nos capacita — uma vida de respeito, obediência e bondade, resultado do nosso renascimento por meio de Jesus e renovação pelo Espírito Santo que foi derramado em nós.

Ao vivermos sob a orientação do Espírito, Deus usará a nossa vida para demonstrar aos outros a realidade da Sua presença.

— Dave Branon

Leia: Tito 3:1-8 

Examine: A Bíblia em um ano: Números 31-33; Marcos 9:1-29

Considere: Um cristão é um sermão vivo, ainda que não pregue uma só palavra.

Reforma Protestante, uma volta às escrituras

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A Reforma religiosa do século dezesseis, foi deflagrada quando o monge agostiniano, Martinho Lutero, fixou nas portas da igreja de Wittenberg, na Alemanha, as noventa e cinco teses contra as indulgências e os desmandos do papado. A Reforma não foi uma inovação na igreja, mas uma volta à doutrina dos apóstolos. Não foi um desvio de rota, mas uma volta às Escrituras. A Reforma colocou a igreja de volta nos trilhos da verdade. 

Quais foram as grandes ênfases da Reforma?

Em primeiro lugar, a singularidade das Escrituras.

O conhecido Sola Scriptura, acentua que as Escrituras são a nossa única regra de fé e prática e que devemos rejeitar, peremptoriamente, qualquer doutrina que não esteja fundamentada na Palavra de Deus. Não podemos acrescentar nada às Escrituras nem retirar delas qualquer de seus ensinamentos. A Palavra de Deus é inspirada, inerrante, infalível e suficiente. Sua origem não é humana, mas divina. É inerrante quanto ao seu conteúdo, infalível quanto às suas profecias e suficiente quanto ao seu propósito. Não precisamos nem podemos acrescentar nossas experiências nem as tradições da igreja à Palavra de Deus. Não são nossas experiências que legitimam as Escrituras, mas elas é que julgam as nossas experiências.

Em segundo lugar, a singularidade da Fé. 

O conhecido Sola Fide, enfatiza que a salvação é recebida por meio da fé e não através das obras. Não somos aceitos por Deus por causa das nossas obras. Somos aceitos em Cristo, por causa de seus méritos, e recebemos essa salvação gratuita por meio da fé. A fé não é a causa meritória da nossa salvação, mas a causa instrumental. Não somos salvos por causa da fé, mas através da fé. A causa meritória da salvação é o sacrifício substitutivo de Cristo, enquanto a fé se apropria dos benefícios desse sacrifício. A fé é a mão estendida de um mendigo para receber o presente do Rei. Vale destacar que a fé salvadora é, também, um dom de Deus. O apóstolo Paulo é meridianamente claro a esse respeito: “Pela graça sois salvos, mediante a fé, e isso não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8,9).

Em terceiro lugar, a singularidade da graça. 

O conhecido Sola Gratia, destaca que não somos salvos pelas obras que fazemos para Deus, mas pela obra que Cristo fez por nós. Graça é um dom precioso concedido a alguém que não merece, mas precisa. Deus nos amou quando éramos fracos, ímpios, pecadores e inimigos. Deus nos buscou quando estávamos perdidos. Deus nos deu vida quando estávamos mortos. Atraiu-nos para ele, quando todas as inclinações da nossa carne eram inimizades contra ele. Seu amor foi incompreensível, pois sendo nós filhos da ira, ele nos amou infinitamente, e enviou-nos seu Unigênito Filho para morrer em nosso lugar, para nos adotar como filhos e nos receber em sua família, constituindo-nos filhos do seu amor. Isso é graça! Graça bendita, maravilhosa graça!

Em quarto lugar, a singularidade de Cristo. 

O conhecido Solus Christus, evidencia que Jesus Cristo, o Filho de Deus, é o único Mediador entre Deus e os homens. Ele é a Porta do céu, o Caminho que nos leva ao Pai. Por sua morte na cruz, rasgou o véu do santuário e abriu-nos um novo e vivo caminho para Deus. Jesus é o único Salvador e não há nenhum outro nome dado entre os homens pelo qual importa que sejamos salvos. Jesus é único Senhor do universo. Diante dele se dobra todo joelho no céu, na terra e debaixo da terra, para que toda língua confesse que ele é o Senhor para a glória de Deus Pai.

Em quinto lugar, a singularidade de Deus. 

O conhecido Soli Deo Gloria, destaca que tudo foi criado por Deus e existe para a glória de Deus. O fim último da nossa própria existência é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. O homem não é o centro do universo, Deus é. A salvação é pela graça, pela fé, para as obras, com o único propósito de que Deus seja glorificado por toda a eternidade. Diz o apóstolo Paulo: “Porque dele, por meio dele e para ele são todas as coisas”.A Deus, portanto, honra, glória e louvor, agora, e pelos séculos eternos!




Por Rev. Hernandes Dias Lopes

quinta-feira, 5 de março de 2015

VERSÍCULO DO DIA

VERSÍCULO DO DIA

Peça e busque · Uma coisa Davi pediu ao Senhor, e a buscou até alcançar: que ele pudesse morar na Casa de Deus todos os dias de sua vida 
 (Salmos 27.4).

PÃO DIÁRIO - 05/03/2015 - Um bom homem


Um bom homem

Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. — Efésios 2:8


“Geraldo era um bom homem”, disse o pastor no funeral de Geraldo Stevens. “Ele amava sua família, era fiel à sua esposa, serviu seu país nas Forças Armadas, foi excelente pai, avô e um grande amigo.”

Em seguida, o pastor continuou, dizendo aos amigos e parentes reunidos que a boa vida que ele levava e as boas obras de Stevens não eram suficientes para assegurar-lhe um lugar no céu. E que o próprio Stevens teria sido o primeiro a dizer-lhes isso!

Stevens acreditava nas seguintes palavras da Bíblia: “…todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3:23) e “…porque o salário do pecado é a morte…” (6:23). O destino final e eterno na jornada da vida não fora determinado por ele ter vivido uma vida realmente boa, mas unicamente por Jesus ter morrido em seu lugar para pagar o preço pelo pecado. Ele acreditou que cada um de nós deve aceitar pessoalmente o dom gratuito de Deus, que é “…a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (6:23).

Stevens foi um bom homem, mas nunca poderia ter sido ‘bom o suficiente’. Nós também não podemos. É somente pela graça que podemos ser salvos por meio da fé. E isso não tem absolutamente nada a ver com os nossos esforços humanos. “…é dom de Deus” (Efésios 2:8).

“Graças a Deus pelo seu dom inefável!” (2 Coríntios 9:15).

— Cindy Hess Kasper

Leia: Romanos 3:10-18

Examine: A Bíblia em um ano: Números 26-27;Marcos 8:1-21

Considere: Não somos salvos por boas obras, mas pela obra de Deus.

O conhecimento de Deus, uma verdade consoladora

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O profeta Naum viveu muitos séculos antes de Cristo. Profetizou a decadência do megalomaníaco império assírio e a queda irremediável de Nínive, a cidade impiedosa e sanguinária. No meio, porém, dessa devastadora tempestade do juízo divino, Naum ergue sua voz para anunciar três verdades consoladoras: a bondade de Deus, o socorro de Deus e o conhecimento de Deus: “O Senhor é bom, é fortaleza no dia da angústia e conhece os que nele se refugiam” (Na 1.7). Vamos analisar essas três verdades:

1. A bondade de Deus é a âncora da nossa esperança. 

“O Senhor é bom…”. Deus é bom, essencialmente bom. Em sua bondade ele nos dá o que não merecemos. Nada merecemos, e ele tudo nos dá. Ele faz o sol brilhar sobre os maus e cair sua chuva até mesmo sobre os que zombam dele. Sua graça comum estende-se sobre ímpios e pios, sobre arrogantes e humildes, sobre ricos e pobres. A terra está cheia da sua bondade. As obras da criação e as ações de sua providência refletem sua generosa bondade. Ele nos dá vida e preserva nossa saúde. Ele nos dá o pão de cada dia e nos dá prazer para saboreá-lo. Ele nos dá a família e nos alegra o coração com o banquete do amor. Mas, a bondade de Deus pode ser vista em seu pleno fulgor por intermédio de sua graça especial. Jesus é o dom supremo da bondade de Deus e a salvação que ele nos trouxe, sua dávida mais excelente. Porque Deus é bom podemos navegar em segurança, mesmo pelos mares incapelados da vida.

2. O socorro de Deus é a âncora da nossa paz. “… é fortaleza no dia da angústia…”.

 Deus não abandona o seu povo nas batalhas mais amargas da vida. Ele não desampara os seus nos vales escuros da caminhada. Ele caminha conosco pelas ondas revoltas, pelos rios caudalosos e pelas fornalhas acesas. Ele inspira canções de louvor nas noites escuras e coloca em nossos lábios um cântico de vitória, mesmo quando as lágrimas grossas rolam pela nossa face. Ele é nossa cidade refúgio, nosso escudo protetor, nosso amigo mais achegado, nosso abrigo no temporal. Nem sempre ele nos livra da angústia, mas sempre é fortaleza no dia da angústia. Nem sempre nos livra do fogo ardente das provas, mas sempre nos livra nas provas. O fogo das provas só pode queimar nossas amarras, mas não pode tostar sequer um fio de cabelo da nossa cabeça. Nem sempre Deus nos livra da morte, mas sempre nos livra na morte e nos leva a salvo para o seu reino celestial. O futuro pode ser incerto para nós; jamais, porém, o será para Deus. Ele nos toma pela mão direita, nos guia com o seu conselho eterno e depois nos recebe na glória. Caminhamos de força em força, de fé em fé, sendo transformados de glória em glória até entrarmos pela cidade santa pelas portas.

3. O conhecimento de Deus é a âncora da nossa segurança. “… e conhece os que nele se refugiam”. 

Nossa segurança está no fato de Deus nos conhecer. O conhecimento de Deus não é apenas um assentimento intelectual, mas sobretudo, um afeto relacional. Quando o profeta diz que Deus nos conhece, quer dizer que Deus nos ama e nos ama com amor eterno. Nossa segurança não está simplesmente no fato de que conhecemos a Deus, mas, sobretudo, no fato de que ele nos conhece (Gl 4.9). Deus conhece os que lhe pertencem e aqueles que nele se refugiam. Jesus conhece suas ovelhas, dá-lhes a vida eterna e ninguém as arrebata de suas mãos. Em Deus temos segurança inabalável. Nele temos salvação eterna, pois ele é refúgio no dia da angústia e conhece os que nele se refugiam. A tempestade pode estar devastadora lá fora, mas refugiados nos braços de Deus, dentro da arca da salvação, temos uma âncora firme e inabalável de esperança, paz e segurança!



Por Rev. Hernandes dias Lopes

quarta-feira, 4 de março de 2015

PÃO DIÁRIO - 04/03/2015 - Espere grandes coisas


Espere grandes coisas

…os quais, por meio da fé […] da fraqueza tiraram força… — Hebreus 11:33-34


William Carey era um homem comum, dotado de uma fé extraordinária. Nascido de família proletária no século 18, Carey ganhava seu sustento fazendo calçados. Nessa mesma época, Carey lia livros de teologia e revistas sobre exploradores. Deus usou a Sua Palavra e as histórias da descoberta de novos grupos de pessoas para despertar-lhe o desejo pelo evangelismo global. Ele foi à Índia como missionário, e não só fez a obra de evangelista, mas também aprendeu dialetos indianos para os quais traduziu a Palavra de Deus. Ele expressa sua paixão por missões nas palavras: “Espere grandes coisas de Deus; tente fazer grandes coisas para Deus.” Carey viveu segundo esta máxima e seu exemplo inspirou milhares a servirem como missionários.

A Bíblia menciona muitas pessoas cuja fé em Deus produziu resultados surpreendentes. O livro de Hebreus nos fala daqueles que “…por meio da fé, subjugaram reinos, praticaram a justiça, obtiveram promessas, fecharam a boca de leões, extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram força…” (11:33-34).

A lista de heróis da fé cresceu ao longo dos tempos; e nós podemos fazer parte dessa lista. Devido ao poder e fidelidade de Deus, nós podemos tentar fazer grandes coisas para Deus e esperar grandes coisas de Deus.

— Dennis Fisher

Leia: Hebreus 11:32-40 

Examine: A Bíblia em um ano: Números 23–25; Marcos 7:14-37

Considere: Quando Deus é seu parceiro, você pode fazer grandes planos!

Alegria indizível, evidência da plenitude do Espírito

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O apóstolo Pedro em sua primeira carta fala da alegria indizível e cheia de glória. Essa alegria é mais do que um sentimento que alimentamos, fruto de circunstâncias favoráveis. Essa alegria não vem de nós mesmos nem dos outros. É uma alegria vinda de cima, gerada por Deus, ação do Espírito Santo em nós. Martyn Lloyd-Jones em seu livro Joy Inspeakeable, afirma que essa alegria é o resultado da plenitude do Espírito Santo. Vamos, agora, considerar algumas características dessa alegria:

Em primeiro lugar, a alegria indizível tem uma origem divina. Não produzimos essa alegria indizível na terra. Ela não é resultado de uma personalidade amável, de um temperamento dócil nem mesmo de circunstâncias favoráveis. Nenhuma experiência vivida por nós, por mais intensa e arrebatadora poderia ser classificada como uma alegria indizível e cheia de glória. Essa alegria tem uma origem celestial. Vem do céu. Deus é a fonte dessa alegria. Só na presença dele existe plenitude de alegria. Só na sua destra há delícias perpetuamente.

Em segundo lugar, a alegria indizível tem uma natureza sobrenatural. A Bíblia diz que a alegria faz parte do próprio conteúdo do evangelho, pois o evangelho é boa nova de grande alegria. O reino de Deus que está dentro de nós é alegria no Espírito Santo. O fruto do Espírito é alegria e a ordem de Deus é: “Alegrai-vos”. A alegria que nasce em Deus e jorra para o nosso coração por intermédio do Espírito Santo não é apenas um sentimento de bem-estar nem apenas um momento de euforia que se esvai com o tempo. Não é como a alegria passageira que os aventureiros buscam na cama do adultério nem como o êxtase que se busca nas aventuras loucas das drogas. Pelo contrário, é uma alegria pura e santa que asperge a alma com o bálsamo da paz. É um contentamento que domina mente e coração mesmo que as circunstâncias sejam tempestuosas. Pedro fala dessa alegria para os crentes da dispersão, para gente que estava sendo banida da sua terra e perseguida pelo mundo.

Em terceiro lugar, a alegria indizível tem um propósito glorioso. Quando o povo de Deus desfruta da alegria de Deus, o próprio Deus é glorificado. Não há melhor recomendação do evangelho do que um indivíduo experimentar a antecipação da glória neste mundo tenebroso. Não há impacto mais poderoso no mundo do que um cristão, depois de ser torturado, ainda cantar na prisão. Não há argumento mais eloquente acerca do poder do evangelho do que um cristão ser afligido e ainda assim estar com um brilho na sua face e cânticos de louvor em seus lábios. Não há evidência mais robusta acerca do poder de Deus do que um cristão, mesmo depois de enfrentar as perdas mais severas ainda adorar a Deus e dizer: “O Senhor Deus deu, o Senhor Deus tomou, bendito seja o nome do Senhor”.

Em quarto lugar, a alegria indizível tem um resultado extraordinário. Se o propósito da alegria indizível é trazer glória ao nome de Deus no céu, o seu resultado é transformar vidas na terra. A alegria indizível do povo de Deus é um testemunho eloquente acerca do poder transformador do evangelho. É um argumento irresistível, uma prova insofismável e uma evidência irrefutável de que o evangelho não é um sugestionamento barato para iludir pessoas incautas, mas o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê. A alegria é uma poderosa força evangelizadora na terra. A alegria do povo de Deus é uma voz altissonante acerca da eficácia da mensagem evangélica. Na verdade é uma espécie de apologética final, o argumento irresistível. Neste mundo marcado de tantas más notícias e encharcado de tanta tristeza, podemos experimentar a alegria do céu, a alegria vinda de Deus, a alegria indizível e cheia de glória. Sua alma já transborda dessa alegria? Esse é um privilégio dos remidos do Senhor e uma evidência da plenitude do Espírito Santo.



Por Hernandes Dias Lopes

terça-feira, 3 de março de 2015

PÃO DIÁRIO - 03/03/2015 - Embale suas tristezas

 
Embale suas tristezas

Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores… —Isaías 53-4


Durante os turbulentos anos de 1960, a música popular na América do Norte era uma mistura estranha de protesto e patriotismo. Algumas canções criticavam com fúria, a guerra, a ganância e a injustiça na sociedade, enquanto outras reforçavam sua obediência aos valores tradicionais do país. Contudo, a canção Pack Up Your Sorrows (Embale Suas Tristezas) escrita por Richard Farina e Pauline Baez Marden, parecia se ajustar em todos os protestos com seu enfoque na busca pela paz individual. O refrão dizia o seguinte:

Bem, se de alguma forma você pudesse embalar suas tristezas, e entregá-las a mim, você as perderia, eu saberia utilizá-las, entregue-as todas a mim.


Talvez todos esperassem que alguém realmente pudesse lhes trazer a paz.


A boa notícia é de que existe alguém que pode! O livro de Isaías 53 é uma ilustração profética do Messias prometido a Israel. Os cristãos veem essa profecia cumprir-se na morte e ressurreição de Jesus Cristo. “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores […] ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (vv.4-5).


Jesus levou sobre si nossos pecados e sofrimentos para que pudéssemos ser perdoados e ter paz com Deus. Você entregará suas tristezas a Ele hoje?


— David C. McCasland



Leia: Isaías 53:1-6 


Examine: A Bíblia em um ano: Números 20-22; Marcos 7:1-13


Considere: Nenhuma dor é tão pesada que o nosso Salvador não possa suportar.

Vestes de alegria em vez de pranto

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A vida é o percurso que fazemos do berço à sepultura. Nessa jornada escalamos montanhas altaneiras, descemos a vales profundos, atravessamos pinguelas estreitas sobre pântanos perigosos e cruzamos desertos tórridos. Aqui e ali encontramos alguns oásis, alguns jardins engrinaldados de flores, alguns prados verdejantes. Porém, vivemos num mundo hostil, marcado pelo pecado e pela rebelião contra Deus. Não estamos em casa. Aqui não é o nosso lar permanente. Somos peregrinos. Mesmo quando celebramos nossas vitórias, temperamos nossas alegrias com lágrimas amargas que rolam pelo nosso rosto.

Ah, a vida, de fato, não é indolor! Enquanto caminhamos rumo ao lar, enfrentamos ameaças que vêm de fora e pressões que brotam de dentro. Somos acuados por muitos inimigos e ameaçados por muitos perigos. Nessas horas, sentimo-nos tristes, abatidos, achatados debaixo do rolo compressor da angústia. As lágrimas quentes molham nosso rosto e inundam nossa alma. Um manto cheio de cinza nos cobre da cabeça aos pés. Morre em nossos lábios os vivas de júbilos. Nossos recursos acabam e nossas forças entram em colapso.

Mas é exatamente quando nos sentimos totalmente desprovidos de forças, que Deus irrompe em nossa história e faz uma poderosa mudança. Ele converte nosso pranto em folguedo. Ele arranca o nosso saco de cinza e nos cinge com vestes de alegria. Ele tira os nossos pés de um tremedal de lama e nos coloca sobre uma rocha firme. Ele afasta de nossos lábios os gemidos pungentes e enche nossa boca de alegres cânticos. Deus levanta nosso espírito abatido e nos inspira a cantar louvores até mesmo nas noites mais escuras da alma. Essa mudança não procede da meditação transcendental, mas vem daquele é que é transcendente, o Deus Todo-poderoso. Essa mudança não é operada pelo homem, mas vem do próprio Deus. Não procede da terra, mas desce do céu. Não vem da psicologia de auto ajuda, mas emana da ajuda do alto.

O salmista nos mostra essa gloriosa mudança operada por Deus em sua vida: “Converteste o meu pranto em folguedos; tiraste o meu pano de saco e me cingiste de alegria, para que o meu espírito te cante louvores e não se cale…” (Sl 30.11,12). Talvez, hoje sua alma está abatida. Talvez suas noites têm sido tenebrosas. Talvez suas lágrimas têm sido o seu alimento. Não desanime. Não entregue os pontos. Não jogue a toalha. Deus pode irromper em sua vida, dar um sinal de seu favor à sua família, manifestar a sua glória dentro de sua casa e transformar, também, seu choro em alegria, seu espírito angustiado em cânticos de louvor. Lembre-se: o choro pode durar uma noite inteira, mas a alegria vem pela manhã, pois aquele que um dia enxugará dos nossos olhos toda a lágrima, por antecipação, já nos dá sinais de seu consolo aqui e já nos mostra vislumbres de sua glória!



Por Hernandes Dias Lopes

segunda-feira, 2 de março de 2015

Versículos do dia


Versículos do dia 

Pois tu és a minha esperança, Senhor DEUS; tu és a minha confiança desde a minha mocidade.
Salmos 71:5

Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas não chegará a ti.
Salmos 91:7

PÃO DIÁRIO - 02/03/2015 - Terra da graça


Terra da graça

A mansão Graceland (Terra da graça) é uma das residências mais visitadas dos EUA. Foi construída na década de 1930 e recebeu esse nome em homenagem à tia-avó do dono original, Grace. Mais tarde, se tornou famosa por ser a casa de Elvis Presley.


Amo o nome Terra da graça porque descreve o território incrível no qual Deus me colocou quando perdoou meu pecado e me fez Seu. Ele me tirou da escuridão e me trouxe para Sua própria “terra da graça”.


O apóstolo Paulo disse que “…a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos” (Romanos 5:15). Serei eternamente grato que a palavra “muitos” me inclui, e que o amor de Deus me transferiu para o território de Sua maravilhosa, infinita e incomparável graça!


Pense nas bênçãos de estar na terra da graça de Deus. É um reino onde temos acesso à Sua presença e onde a mesma graça continua a transbordar em nossa vida diariamente. Paulo nos diz que mesmo em tempos de desespero, Deus nos inunda com graça suficiente para nos ajudar (2 Coríntios 12:9).


Não importa o que a vida possa nos trazer, nada pode nos tirar do reino da graça de Deus.


—JMS


Leia: Romanos 5:15-21 


Examine: …a graça de Deus e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, foram abundantes sobre muitos. — Romanos 5:15


Considere: Lembre-se de onde você vive e regozije-se em Sua graça.


Graça suficiente para enfrentar o sofrimento

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A escola da vida é diferente da escola convencional. Dá primeiro a prova, depois a lição. Primeiro a dor, depois o aprendizado. Primeiro, o sofrimento depois o consolo. Como foi que o apóstolo Paulo enfrentou o sofrimento? Ele experimentou alegria no sofrimento. Alegria apesar dos problemas; alegria apesar dos difamadores; alegria apesar da morte. Paulo enfatizou que as coisas espirituais estão acima das materiais; o futuro é melhor do que o presente; e o eterno é mais importante do que o temporal. Paulo aprendeu não apenas a sobreviver às circunstâncias adversas, mas ainda a gloriar-se nelas e sair delas vitorioso.

Paulo fala das revelações extraordinárias quando foi arrebatado até o terceiro céu e do espinho na carne (2Co 12.1-9). Há um grande contraste entre essas duas experiências: Ele foi do paraíso à dor, da glória ao sofrimento. Experimentou a bênção de Deus no céu e a bofetada de Satanás na terra. Paulo tinha ido ao céu, mas agora, aprendeu que o céu pode vir até ele.

Charles Stanley, em seu livro Como lidar com o sofrimento?, comentando o texto supra, ensina-nos algumas lições preciosas:

Em primeiro lugar, há um propósito em cada sofrimento. No preâmbulo de sua segunda carta aos Coríntios, Paulo diz que o nosso sofrimento e a nossa consolação são instrumentos usados por Deus para abençoar outras vidas (2Co 1.3). Na escola da vida, Deus está nos preparando para sermos consoladores. Paulo rogou ao Senhor três vezes para remover o espinho de sua carne. Aprendeu, porém, que quando Deus não remove “o espinho”, é porque tem uma razão. Deus não desperdiça sofrimento na vida de seus filhos. Sempre há um propósito. O propósito é não nos ensoberbecermos.

Em segundo lugar, é possível que Deus resolva revelar-nos o propósito de nosso sofrimento. No caso de Paulo, Deus decidiu revelar-lhe a razão do “espinho” em sua carne: evitar que o apóstolo ficasse orgulhoso. Quando Paulo orou, não perguntou porque estava sofrendo, apenas pediu a remoção do sofrimento. Não é raro Deus revelar as razões do sofrimento. Revelou a Moisés a razão porque não lhe seria permitido entrar na Terra Prometida. Disse a Josué porque ele e seu exército haviam sido derrotados em Ai. O nosso sofrimento tem por finalidade nos humilhar, nos aperfeiçoar, nos burilar e nos usar.

Em terceiro lugar, o sofrimento pode ser um dom de Deus. Temos a tendência de pensar que o sofrimento é algo que Deus faz contra nós e não por nós. Jacó disse num momento difícil da vida: “Tendes-me privado de filhos; José já não existe, Simeão não está aqui, e ides levar a Benjamim! Todas estas coisas em sobrevêm” (Gn 42.36). Jacó pensou que Deus estava trabalhando contra ele, quando Deus estava trabalhando por ele. Assim também, o espinho de Paulo era uma dádiva, porque através desse incômodo, Deus o protegeu daquilo que ele mais temia – ser desqualificado espiritualmente. Paulo viu o sofrimento como algo que Deus fez a seu favor e não contra ele.

Em quarto lugar, a graça de Deus nos é suficiente no sofrimento. A resposta que Deus deu a Paulo não era a que ele esperava nem a que ele queria, mas era a que ele precisava. Deus não deu a Paulo o que ele pediu, deu-lhe algo melhor, melhor que a própria vida, a sua graça. A graça de Deus é melhor do que a vida. Por ela enfrentamos o sofrimento vitoriosamente. O que é graça? É a provisão de Deus para cada uma das nossas necessidades. Se a graça de Deus foi suficiente para um homem que deixou todas as glórias de seu passado para pregar o evangelho e plantar igrejas em ambientes hostis, como as províncias da Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia Menor. Se a graça de Deus foi suficiente para um homem que sofreu naufrágios, prisões, açoites, apedrejamento e o próprio martírio, tenho plena certeza de que essa mesma graça divina é mais do que suficiente para qualquer sofrimento que você e eu venhamos a enfrentar!




Por Hernandes Dias Lopes

domingo, 1 de março de 2015

Versículos do Dia

Versículos do Dia

Isto se escreverá para a geração futura; e o povo que se criar louvará ao Senhor.
 Salmos 102:18

Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.
 João 14:18

PÃO DIÁRIO - 01/03/2015 - O vovô fugiu


O vovô fugiu

Alegra-se, pois, o meu coração, e o meu espírito exulta; até o meu corpo repousará seguro. —Salmo 16:9


Meu primo Cláudio lutou uma corajosa batalha contra o câncer durante 4 anos. No fim dos seus dias, sua esposa, três filhos, e vários netos entravam e saíam do quarto dele, aproveitando sua companhia e despedindo-se dele de maneira especial. Quando todos estavam fora do quarto por um instante, ele partiu para a eternidade. Depois que a família percebeu que ele já havia partido, uma das netinhas comentou amavelmente, “o vovô fugiu.” Em um momento o Senhor estava com Cláudio aqui na terra; no momento seguinte o espírito de Cláudio estava com o Senhor na eternidade.

O Salmo 16 era o salmo preferido de Claudio e ele pediu que fosse lido em seu funeral. Ele concordava com o salmista Davi, que afirmou não existir tesouro mais valioso do que um relacionamento pessoal com Deus (vv.2,5). Com o Senhor como seu refúgio, Davi reconhecia que a sepultura não rouba a vida dos cristãos. Ele disse, “…não deixarás minha alma na morte…” (v. 10). Nem Cláudio nem ninguém que conhece Jesus como Salvador será abandonado na morte.

Pela morte e ressurreição de Jesus, também ressuscitaremos um dia (Atos 2:25-28; 1 Coríntios 15:20-22). E descobriremos que “…na tua [Deus] destra, [há] delícias perpetuamente” (Salmo 16:11).

— Anne Cetas

Leia: Salmo 16 

Examine: A Bíblia em um ano: Números 17-19; Marcos 6:30-56

Considere: Deus é o nosso tesouro neste momento, e com Ele na eternidade haverá delícias perpetuamente.

Você está cheio do Espírito Santo?

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O apóstolo Paulo, preso em Roma, escreve sua carta à igreja de Éfeso, capital da Ásia Menor, e ordena: “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18). Jesus morreu, ressuscitou e subiu ao céu. Então, o Espírito Santo, o outro Consolador, desceu e desceu para ficar para sempre conosco. Sem a obra do Espírito Santo jamais haveria um só convertido na terra, pois é ele quem aplica a obra da redenção. Concordo com Charles H. Spurgeon, quando disse que é mais fácil acreditar que um leão tornar-se-á vegetariano do que acreditar que uma pessoa só possa ser salva sem a obra do Espírito Santo. Todo crente é regenerado, habitado e selado com o Espírito Santo, mas nem todo crente está cheio do Espírito Santo. Uma coisa é ter o Espírito Santo; outra coisa é o Espírito Santo nos ter. Uma coisa é ter o Espírito Santo presente; outra coisa é ter o Espírito presidente. O texto em apreço nos ensina quatro verdades.

Em primeiro lugar, a plenitude do Espírito é uma ordem expressa de Deus. Há duas ordens no texto. Uma negativa e outra positiva. A negativa é não se embriagar com vinho; a positiva é ser cheio do Espírito Santo. Assim como a embriaguez é um pecado; também o é a ausência da plenitude do Espírito Santo. Se a embriaguez produz vergonha e dissolução, a plenitude do Espírito Santo desemboca em comunhão, adoração, gratidão e serviço.

Em segundo lugar, a plenitude do Espírito é uma exigência a todos os crentes. O ordem para ser cheio do Espírito é endereçada a todos e não apenas a alguns crentes. Os líderes, os anciãos, os adultos, os jovens, as crianças, os ricos, os pobres, os doutores, os analfabetos, todos os salvos, sem exceção, devem ser cheios do Espírito Santo. A plenitude do Espírito não deve ser uma exceção na igreja; é a norma para todos os crentes.

Em terceiro lugar, a plenitude do Espírito Santo é uma experiência que deve ser repetida continuamente. Não se trata de um acontecimento único e irrepetível como é o batismo pelo Espírito no corpo de Cristo. A plenitude de ontem não serve para hoje, assim como a vitória do passado não garante vitória no presente. Todo dia é dia de ser cheio do Espírito Santo. Todo dia é tempo de andar com Deus e experimentar o extraordinário de Deus. As melhores experiências do passado podem ser medidas mínimas do que Deus pode fazer em nossa vida no futuro.

Em quarto lugar, não podemos produzir a plenitude do Espírito, podemos apenas nos esvaziar para sermos cheios. A plenitude do Espírito Santo não é uma realidade produzida por nós. Não administramos essa experiência. Ela vem do alto, de cima, do céu. Devemos ser como vasos vazios, puros e disponíveis para o Espírito Santo nos encher. Não há limitação no Espírito Santo. Podemos ser cheios a ponto de sermos tomados de toda a plenitude de Deus. Você está cheio do Espírito Santo?



Por Rev Hernandes Dias Lopes